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Edição 177 - Outubro/20

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ponto de vista

2

Um lugar seguro

* José Mario Rocha de Andrade
Ouça esta matéria
Locução: Alexandre Roberto Paulino

“Que frio horrível faz nessa cidade”, queixava-se frau Greta enquanto dava aula de alemão em São Paulo. Mas, professora, a senhora sempre morou em Berlin e lá o frio é muito pior, retruquei. “Não é não! Lá, dentro das casas é muito gostoso, quentinho, ficamos de camiseta, mesmo quando lá fora neva e faz muito frio”.

“Mas, por que, no Brasil, vocês constroem muros em frente às suas casas?”, perguntava inconformado Dr. Little em Montreal, Canadá. É que lá existe o problema da segurança, Dr. Little, eu tentava explicar um pouco envergonhado.

Na história “Os Três Porquinhos” aprendemos que nossa casa deve ser um lugar seguro, resistente aos maiores ventos, afinal, é ali que iremos morar com nossa família. Lembro-me de papai ensinando: “enquanto você não for dono da sua própria casa você não estará seguro”. Em meu casamento, o padre Fernando rezou: “Pedro, tu és pedra e sobre essa pedra edificarei minha igreja. Assim deve ser o casamento, construído sobre uma base sólida.”

No momento, vivemos em uma pandemia causada pela covid-19. O mundo mudou. Quem demorar a aceitar, insistir em viver no mundo de 2019, sairá mais fraco, menos capaz de enfrentar o mundo novo, pós pandemia. É bom ter em mente que, na Teoria da Evolução das Espécies de Charles Darwin, em tempo de grandes catástrofes, não são os mais fortes que sobrevivem, mas os com maior capacidade de adaptação.

A necessária informação que recebemos agora dos virologistas, infectologistas, epidemiologistas, da ciência em resumo, chega contaminada com a necessidade de falar e falar e falar de pessoas que não se contêm e falam do que não sabem, muito mais prejudiciais quando temperadas com ódio.
O que precisamos, mais do que nunca, é seguir o ensinamento fácil de falar, dificílimo de praticar: “Ama o próximo como a ti mesmo”, como ensinou Jesus. Não há espaço para ódio, disputas, egoísmo. O ódio enfraquece e o que precisamos agora é unir forças.

Nossa casa, de repente, expandiu-se, rompeu fronteiras, ocupou todo um país, um continente, o planeta e somente voltará a ser o nosso lugar seguro quando essa segurança existir para todos.

Precisamos seguir o líder e esse líder, no momento, chama-se ciência, que somente irá atingir seu objetivo, como sempre, sem ódio, praticada com inteligência, amor, principalmente união.

O dilúvio, que poupou somente os bons, não resolveu. O ser humano é o mesmo de antes, mas, quem sabe, teremos um Planeta Terra pós pandemia um pouco mais solidário, melhor, ou, como conta a história, dominado por uma elite formada pelos que tiveram uma maior capacidade de adaptação.

Quem viver verá!

* médico santa-cruzense radicado em Campinas

Será o fim da
sociedade de consumo?!

* Fernanda Lira
Ouça esta matéria
Locução: Fabiana Lian

Precisou um ser minúsculo,microscópicos, desprovido de qualquer vaidade ou imponência, que caiu de para-quedas entre os humanos, para colocar em xeque o que no fundo nós todos sempre soubemos: o consumo não nos eleva, não nos torna superiores e capazes. Ao contrário, ele nos faz de tolos.

Hoje, tanto faz o carro que você tem. Ou o plano de saúde que você pode pagar. As roupas que vocês veste ou os makes exagerados que você aprendeu a fazer, transfigurando sua beleza, como se ela não existisse sem uma camada exagerada de pancake.

Hoje está todo mundo em pé de igualdade. Ou melhor, quem tem mais saúde, mais resistência física, está em melhores condições. Também está em vantagem quem mora isolado. Quem trabalha no campo, sem precisar parar sua atividade.

De resto, estamos todos no mesmo lado, acuados por um serzinho que se multiplica exageradamente, transformando seus piores efeitos sobre nosso organismo em números assustadores de mortos.

São mais de 600 mil pessoas doentes no país que se julga o mais poderoso e bem sucedido do mundo, os Estados Unidos, onde o número de mortos pelo Covid 19 em 24h bateu recorde mundial, no último dia 15/4 (fonte Hopkins Hospital). Quem em sã consciência (nem vou falar dos aloprados brasileiros liderados por um presidente insano) quer ostentar um título desses? Passar tamanha vergonha a respeito da sua capacidade de enfrentar um minúsculo ser invisível?

Os números de casos no Brasil na mesma data em que o Tio Sam atinge o maior número de mortos por coronavírus do planeta, é infinitamente menor segundo o Ministério da Saúde. São cerca de 28 mil infectados. O mesmo número de pessoas que morreram pela doença nos EUA. São mais de 1700 óbitos no Brasil desde 26 de fevereiro, menos do que foi registrado lá num único dia.
Isso significa que estamos apenas no início da epidemia. Conter esses números depende de cada um de nós, de nossos governantes e todos nós juntos.

Crises econômicas sempre existiram e sempre existirão. Ninguém precisa morrer por causa delas. É melhor perder o emprego do que a vida. E temos aí os altos salários e gastos do Congresso Nacional e do nosso Judiciário para serem minimizados em benefício de todo o povo brasileiro para fechar as contas. Pronto. Falei!

* jornalista paulistana que adora o interior

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