Um jornal de boas notícias.

Resolvemos subverter a essência do jornalismo tradicional que aponta os erros da nossa sociedade, criando um periódico que trouxesse sempre boas notícias sem perder o senso crítico, essencial a qualquer veículo que se preze.

Clique aqui e conheça-nos

Edição 176 - Setembro/20

AQUI e
tudo sobre nossos patrocinadores:
Share

Para quem ainda duvida da epidemia, vale a pena se informar


Muitos brasileiros pegaram a Covid-19 por não acreditarem nos alertas que vêm sendo  dados exaustivamente pelas áreas de saúde, prefeituras, governos estaduais e toda a imprensa.

Mesmo tendo acesso a boletins diários, ainda há quem afirme que tudo já passou.

Não é verdade. O coronavírus está se espalhando mais do que nunca no interior de SP e em todo o país.

O 360 listou as principais questões sobre a epidemia e colheu o depoimento de quem pegou o vírus e  consegui passar pelo  processo de cura.

Por que devo que ficar em casa?

São várias razões:

1- O coronavírus dura até cerca de 3h em superfícies.

2- O coronavírus pode não apresentar sintomas.

3- O coronavírus dura pelo menos 14 dias no organismo.

4- Não existe vacina nem remédios específicos para curar ou evitar o coronavírus.

5- O coronavírus se multiplica rapidamente e em grande quantidade.

6- O coronavírus tem facilidade para entrar nas células do organismo.

Podemos explicar cada uma dessas razões com base no que lemos em muitos artigos no últimos meses, na conversa com médicos e pessoas que tiveram a doença.

Mas antes é preciso entender por que há tantas mortes por causa da doença – só no Brasil foram mais de 50 mil pessoas em menos de três meses, e esse número deve aumentar bastante até que a epidemia passe.

O coronavírus causa a morte de pessoas porque como se multiplica muito e tem facilidade para entrar nas células, ele atinge várias partes do organismo, especialmente o sistema respiratório, o que significa atingir o pulmão, que é vital para nos mantermos vivos. Ele também  pode afetar outros órgãos, comprometendo seu funcionamento em níveis muitas vezes irreversíveis.

Todo mundo pode pegar e morrer?

Sim. Ninguém está livre de ter muitas complicações e até morrer por causa do coronavírus. O que pode salvar qualquer pessoa é começar o tratamento médico o mais rápido possível. Diante dos primeiros sintomas, procurar imediatamente um atendimento hospitalar.

Quem é mais propenso a ter complicações?

Pessoas com menos condições físicas, como idosos e portadores de doenças crônicas são mais vulneráveis porque seu organismo não reage com o mesmo vigor de combate do que um organismo mais jovem e saudável.

Por que tantos  jovens chegam a morrer?

Pessoas mais jovens e saudáveis reagem melhor a uma situação  como essa, porém, muitas vezes, por acharem que não estão doentes, já que o portador do vírus pode não ter sintomas ou apresentar sintomas corriqueiros, como os da gripe, essas pessoas demoram a procurar tratamento.  E pode acontecer de chegarem a um nível de infestação que pode ser irreversível.

Por que isolar quem já teve alta do hospital?

O vírus pode ficar encubado até 14 dias. Mesmo que a pessoa tenha tido alta, é importante que ela cumpra esse prazo de isolamento, como margem de segurança.

Por que não devemos ficar perto das pessoas, nem beijar ou abraçar?

Porque não dá para saber quem está infectado ou não. O vírus pode demorar até 14 dias para se manifestar. E muitas pessoas não têm sintomas. A proximidade com outras pessoas, a circulação em ambientes fechados, sem boa ventilação, sem higienização das mãos e uso de máscara vai expor a pessoa ao vírus que está ali no ambiente. Ele é expelido da pessoa contaminada como um aerosol que se espalha pelo ar até atingir alguma superfície. O coronavírus dura até três horas no ambiente.

Tem problemas ficar em ambientes com ventilador ou ar condicionado?

Sim. Esses equipamentos não devem ser usados pois mantêm o vírus no ambiente. Durante a epidemia deve-se abrir janelas e portas para que o ar circule.

Por que temos que evitar o coronavírus já que  a grande maioria das pessoas não vai ficar tão mal por causa dele?

Porém nem sempre é possível manter o isolamento total, então temos que adotar medidas que impeçam que nos contaminemos: manter as mãos limpas, não por as mãos nem na boca, nem no nariz ou nos olhos.

O que fazer quando tiver que sair de casa? 

Adotar os procedimentos básicos de higienização: usas. máscara, manter distância mínima de dois metros das pessoas, usar álcool gel cada vez que tocar um objeto, uma superfície, não tocar nas pessoas. Limpar sapatos, bolsas e outros objetos que tenha levado com álcool gel ou água misturada com um pouco de água sanitária. Preferencialmente tomar um banho e colocar as roupas que usou para lavar.

Por que temos que evitar o coronavírus já que  a grande maioria das pessoas não vai ficar tão mal por causa dele?

Porque como ele se multiplica muito rápido, ele pode atingi cada vez maus pessoas. E com muita gente doente não há estrutura de saúde para que se possa prestar a todos o atendimento adequado.

Numa situação epidêmica descontrolada, os hospitais, além de não terem leitos para todos os doentes, não terão  estrutura de atendimento suficiente (equipe médica, medicamentos, procedimentos).

Por que se morre de Covid-19?

Porque ainda não temos vacina para diminuir a ação nociva do vírus no nosso organismo Quando uma doença é transmitida tão facilmente como a gripe, o sarampo, entre outras que conhecemos, apenas a vacina pode evitar complicações tão sérias que deixem sequelas ou levem a óbito.

Devemos confiar nos remédios que estão usando, como a cloroquina?

O médico é quem vai determinar o que uma pessoa que tem o coronavírus deverá tomar. Todos os remédios que estão sendo usados são autorizados para tratar outras doenças. Ou seja está sendo feita uma adaptação, já que ainda não tem um remédio específico para o Coronavírus. E como todo remédio, os medicamentos que têm apresentado algum efeito contra o vírus têm efeitos colaterais e são eficazes para uns, mas podem não funcionar em outros. Por isso, só o médico pode receitar.

Quando isso vai acabar?

Quando o vírus não tiver mais organismos desprotegidos para atacar. Ou seja, quando a maioria das pessoas já tiver anticorpos suficientes para que o vírus não resista no organismo. Isso só vai acontecer quando houver vacina.  Até lá, viveremos sob o risco de pegar o coronavírus e sofrer as consequência da doença. As epidemias tendem a ter ondas de menos e maior intensidade, como a que estamos vivendo no Brasil. Quando a onda abaixa, como na China e países da Europa, onde começou mais cedo, podemos ficar mais tranquilos. Mas o Brasil ainda não chegou nesse estágio. Estamos no auge da epidemia e do risco de contágio.

Pode haver nova epidemia?

Sempre estaremos sujeitos ao aparecimento de doenças. E quando elas são transmissíveis facilmente, como o coronavírus, não havendo  vacina ou remédios eficazes,  teremos uma epidemia.

Quando poderemos relaxar o combate contra coronavírus?

Quando houver uma vacina e re-médios eficazes para combatê-lo.

Fontes/Dicas de leitura:

https://saude.abril.com.br/medicina/como-o-coronavirus-e-transmitido-e-por-quanto-tempo-ele-resiste-por-ai/

https://saude.abril.com.br/medicina/coronavirus-complicacoes-mortes/

https//www.paho.org/en

Leitura de muito material, cartilhas e reportagens

A curva epidêmica de 3 importantes cidades da região 360, traz Ourinhos, onde vivem mais de 110 mil pessoas. Em uma escala muito elevada de casos confirmados. Santa Cruz, por sua vez, apresenta mais casos do que Avaré, cidade que tem quase o dobro de sua população 
Acima, os índices de mortes em 4 cidades da região.  O destaque negativo é Avaré, com 8 óbitos. E o positivo, Santa Cruz, que tem mais casos confirmados do que Avaré mas nenhum óbito, À direita, as curvas da capital paulista, do Estado dde São Paulo e do Brasil até 19/6

Eu não acreditava e peguei a Covid-19

Wellington Nascimento de Luna, tem 48 anos e mora em Parelheiros, zona sul de São Paulo.Trabalha como porteiro em um edifício residencial no Itaim Bibi, bairro nobre paulistano. Nas horas vagas é motorista do Uber, atividade que deixou de exercer logo que começou a quarentena na capital, há mais de três meses.

Recentemente, começou a apresentar sintomas: dor nas costas, perda de apetite, fadiga, febre e calafrios. Achou que era uma gripe comum e esperou cinco dias para ir ao médico. Ele tem convênio médico e o exame mostrou que sua oxigenação estava comprometida. Foi encaminhado para um hospital e ficou internado por seis dias.  “Não precisei ir para a UTI. Fui medicado e passei quatro dias respirando com oxigênio, na enfermaria, depois passei 48 horas em observação. Depois, cumpriu a quarentena de 14 dias em casa, em total isolamento.

Wellington não usa transporte público para trabalhar, vai de carro. Fica na guarita do prédio, sozinho, a uma distância considerável dos moradores e outras pessoas que circulam pelo prédio. Afastado do Uber, não teria muitas chances de pegar o coronavírus. “Eu acho que peguei num barzinho perto de casa, onde vou jogar snooker. Era o único lugar onde ficava mais aglomerado”, conta.

Ele não acreditava na epidemia porque não conhecia ninguém que tinha pegado. Mudou de opinião. “É preciso tomar muito cuidado e se prevenir. Eu não acreditava, mas depois que peguei, vi que o negócio é sério”, avisa.

De volta ao trabalho, para onde vai todos os dias em seu próprio carro, Wellington agora se protege  adequadamente. E convive com um certo receio de moradores do prédio, algo natural quando se vive uma pandemia.

Share
Share