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Edição 177 - Outubro/20

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O desafio de atuar à distância

Marcos, da Special Dog, grava live para se reunir com equipe de vendas da empresa. Uma prática que não se iguala às viagens, mas será mantida

Marcos Tavares é gerente comercial da Special Dog, uma das maiores empresas do mercado pet do país, com produtos em 38 mil pontos de vendas, distribuídos em 1679 cidades de sete Estados brasileiros. Como a epidemia não tirou de cena a produtividade da empresa, já que os alimentos para cães e gatos são considerados essenciais, Marcos vive o desafio de comandar à distância uma equipe de 285 profissionais de vendas, com os quais costumava se reunir regularmente em constantes viagens. Além disso, boa parte da equipe foi retirada das atividades de campo, quer por pertencerem a centros maiores, como a capital, que teve toda a sua equipe de vendas afastada das ruas, quer por terem mais de 50 anos ou apresentarem doenças crônicas que os tornam mais vulneráveis ao coronavírus. A saída para suprir a ausência física dos encontros que mantinha com sua equipe, tem sido a realização de lives no Instagram, onde pode trocar ideias, solucionar questões e aprimorar o trabalho de vendas que os representantes estão fazendo, em 30% dos casos, remotamente.

“Assim que começou a epidemia, a Special Dog adotou uma série de medidas, seguindo as recomendações dos órgãos competentes. A área comercial, naturalmente, foi bastante atingida, pois fazemos um trabalho de campo intenso, visitando lojistas”, explica o executivo. Segundo ele, a solução para quem teve que ficar em casa foi o telefone e o whatsapp. “Felizmente, muitas cidades brasileiras têm uma população pequena, o que permitiu que 70% dos profissionais continuassem as visitas, mas adotando rigorosas práticas de distanciamento e higienização”, diz. Sem poder viajar, como lhe é habitual, para se reunir com os grupos de representantes comerciais da empresa Marcos se vale cada vez mais das ferramentas on line para manter sua agenda de treinamento e diálogo com suas equipes. “Viajo muito para visitar clientes e conhecer de perto as dificuldades enfrentadas por nossos vendedores. Devido à epidemia foi preciso evitar essas viagens. Então criamos uma página no Instagram onde concentramos nossas forças de vendas e uma vez por semana faço uma live com eles, algo descontraído, com debates, eles trazem temas. É a maneira que temos hoje de estar próximos e certificá-los de que podem contar sempre com nosso apoio”, avalia o gerente comercial da Special Dog, que pretende manter esse hábito de encontros on line com sua equipe.

Apesar do resultado da equipe que está trabalhando de casa não diferir das conquistas de quem ainda pode visitar clientes, o executivo não acredita que a quarentena esteja trazendo um novo modelo de atendimento aos pontos de venda. “Está funcionando porque nossos profissionais vinham sendo treinados e porque temos um relacionamento muito bom com nossos clientes, mas nada substitui a presença do representante na loja”, afirma o gerente comercial da Special Dog. “Grande parte de questões de vendas são resolvidas com a frequência de visitas. Então, para a atividade é primordial ir até o cliente. Em nossa rotina, temos que checar muitas coisas que tornam necessário que os vendedores permaneçam em campo. É muito difícil que uma ferramenta digital substitua a capacidade de soluções que a presença do vendedor representa nas lojas”, analisa.

Aulas on line – Flaviana Ferezin dos Santos tem um negócio bem diferente da realidade do gerente comercial da Special Dog. Professora de yoga, ela dirige o Stúdio Soham, em Santa Cruz do Rio Pardo, onde recebe dezenas de alunas. Com a epidemia, ela foi obrigada a interromper as aulas, mas isso não a afastou das alunas. Inclusive a está reaproximando de ex-alunas, que deixaram de frequentar suas aulas por terem se mudado da cidade. “Estou tentando passar a filosofia através de vídeos gravados. São aulas tranquilas, para serem praticadas em casa”, conta Flaviana. Segundo ela, apesar de haver alunas que não conseguiram se adaptar, seja por causa da disciplina necessária para fazer aulas à distância ou por temerem não serem capazes de fazer os exercícios corretamente, muitas estão praticando. “Tentei fazer as aulas ao vivo, mas não funcionou muito bem. Então gravo as aulas e envio para as alunas. Também faço áudios de relaxamento e meditação, para que elas não percam os benefícios adquiridos da prática de yoga”, conta Flaviana, que acredita que a yoga pode ajudar as pessoas a vivenciarem o momento com mais tranquilidade.

Apesar de não cobrar para enviar as vídeo-aulas, Flaviana acredita que esse novo meio de ensino à distância possa ampliar sua atuação, especialmente para atender antigas alunas que hoje vivem em outras cidades. Ela mesma aderiu ao aprendizado por meio do computador. “Estava programada para fazer um curso em Portugal. Com a epidemia, passei a fazer dois cursos on line, com os professores Anderson Allegro e Marco Rojo”, diz Flaviana, que acredita que de toda situação é possível tirar algo positivo. “Fui aprendendo de mansinho a viver de forma suave e a aceitar de forma positiva as dificuldades que a vida me impõe, para poder transformá-las em aprendizado.” Hermógenes, postou Flaviana em sua página no Facebook.

Flaviana, professora de yoga, envia video-aulas e áudios para alunos enquanto não pode reabrir o Studio Soham

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