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Edição 177 - Outubro/20

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Coronavírus serve de alerta para necessidade de mudança social

Ok, você já está saturado de ler sobre a epidemia, o Coronavírus, a Covid-19. Pois o assunto não se esgotou. Seria leviano deixar de dar espaço a essa questão sabendo que ainda estamos em meio ao desconhecido, em meio às dúvidas, em meio aos riscos. Tudo em menor escala, felizmente, mas ainda fato, realidade. E merecedora de atenção.

A questão é procurar tirar do momento atual, aprendizado. Um deles, gostem ou não gostem, é o uso de máscaras e higienização das mãos,os sapatos e sacolas quando saímos de casa. E também quan-do estamos reunidos com outras pessoas. Muitos países tiveram baixos índices da doença e de mortes fazendo da máscara um hábito. Cabe a você, a mim, a todos os brasileiros, deixar de teimosia e usar a máscara corretamente. Outra atitude é pura insensatez.

A proximidade à chegada da vacina, que está sendo desenvolvida em vários pontos do mundo, inclusive no Brasil graças a parcerias estabelecidas com países co-mo China e Inglaterra, também é assunto recorrente. Não se trata de aceitar a dose na primeira, segunda ou décima quinta campanha. O importante é informar-se por meio de fontes seguras. Deixar opiniões movidas a egos à parte – inclusive de especialistas – e buscar dados. Dados e mais dados. Só assim você poderá decidir com segurança em que momento vai se submeter a essa proteção.

Um terceiro ponto, tão relevante quanto a proteção diária representada pelas máscaras e a proteção que pode nos tirar da zona de desconforto, representada pela vacina, é a reflexão sobre a eficácia das nossas sociedades atuais para reagir e lidar com imprevistos tão letais para a vida humana e para as economias, essas que tanto importam na nossa rotina e na nossa existência.

O mundo provou que poucas sociedades foram capazes de reagir de forma a minimizar a mortalidade e também o desajuste social, do ponto de vista da produção e da formação (estudantes foram os mais lesados nesse período em termos de impedimento de prosseguirem com seus planos). Não houve esquerda, nem direita. Nem democracia, nem totalitarismo, nem grandes potências, nem o terceiro mundo, capaz de driblar a questão.

Além da Covid-19, o coronavírus nos traz a incidência de muitas outras doenças, potencializada em pessoas já portadores de algum problema de saúde, como a diabetes, a hipertensão, o câncer e tantas outras que diminuem a qualidade de nosso sistema imunológico. E daí surge o terno Sindemia, cunhado na década de 90 do século passado para designar algo como o que está acontecendo agora: uma doença altamente contagiosa, ainda sem recursos de combate ou erradicação, que traz para a área da saúde o desafio de tratar muitas outras dela decorrentes.

Deixo para o leitor uma frase do editor da revista científica The Lancet, uma das mais antigas e prestigiadas revistas médicas do mundo, divulgada em reportagem da BBC: “A menos que os governos elaborem políticas e programas para reverter profundas disparidades sociais, nossas sociedades nunca estarão verdadeiramente protegidas da covid-19.” – Richard Horton

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