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Edição 177 - Outubro/20

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RESPEITO

*por José Mario Rocha de Andrade, médico santa-cruzense radicado em Campinas
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Houve o livro, depois o filme e ambos fizeram grande sucesso: “O Caçador de Pipas”. O personagem, em um dado momento, diz: “Existe apenas um pecado, um só. E esse pecado é roubar. Qualquer outro é simplesmente a variação do roubo. Quando você mata um homem, está roubando uma vida. Está roubando da esposa o direito de ter um marido, roubando dos filhos um pai. Quando mente, está roubando de alguém o direito de saber a verdade. Quando trapaceia, está roubando o direito à justiça…”.

Respeito segue o mesmo caminh0. Era parte essencial da educação em minha geração e acredito que ainda o seja, apesar de existirem poucos exemplos de respeito à vista. Estive no Japão há 8 anos e aprendi a não conversar no elevador e em transporte público: “aqui não conversamos quando há pessoas próximas, pois podem estar pensando ou lendo”.  Ele também usavam máscara se estavam com virose, para proteger o próximo“Não concordo com uma palavra do que dizes, mas defenderei até o último instante o teu direito de dizê-la”. Essa foi uma frase símbolo da minha adolescência, quase um hino ao respeito. É muito triste vê-la abandonada nesse mundo de hoje em que uma frase dita anuncia um rótulo, a soberba com desrespeito e o fim da conversa: Fascista, comunista.

Que mundo é esse em que se reza o oposto, algo como: “defenderei até o último instante o meu direito de você não a dizer”, quase um hino à intolerância?

Se houvesse respeito não haveria racismo, preconceito contra religião, opção sexual, etnias e tudo o mais. Um grande professor não se cansava de repetir: “não é que o exemplo seja o melhor que podemos deixar, o exemplo é a única coisa que deixamos”.

Espero que esse professor esteja errado e que a nova geração não siga esses exemplos que encolhem o cérebro, limitam a visão, bloqueiam a compaixão e compreenda que respeito é fundamental e precisamos tê-lo acima de tudo.

Ignorância VERDE

*por Fernanda Lira, jornalista paulistana que adora o interior
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Quem aí acha que não estamos vivendo sob os efeitos do desmatamento? As ondas de calor nunca vistas, o fogo em todos os cantos e matas. A falta de chuva. A eminente escassez de água?

Você se acha muito esperto conseguindo driblar leis de reflorestamento? Acha-se muito inteligente plantando até a beira da estrada, onde deveria haver árvores a delimitar sua área de cultivo, protegê-la dos males que o vento traz e deter o mal que o vento leva? Sente-se um vitorioso por plantar até à beira de rios, riachos e nascentes ou para deixar que seu gado chegue até la?

Poisa saiba que você é um ignorante verde. Você não entende o suficiente nem de agricultura, nem de economia e muito menos de oportunidade. O tempo em que queimar era solução já passou. E faz tempo. Só pra dar um exemplo: lembra de quando as usinas de cana-de-açúcar limpavam seus terrenos para replantar fazendo queimadas? Lembra que movimentos ecológicos de ordem mundial pressionaram o país para proibir tais procedimentos? Lembra disso? As usinas foram obrigadas a adotar colheita mecânica, erradicando o trabalho dos boias-frias. E o que aconteceu? Elas perderam dinheiro? Elas quebraram? Não por causa disso. Muito pelo contrário. Elas trataram de fazer dessa realidade um bom negócio. E da palha da cana hoje se faz energia elétrica. O suficiente para alimentar as usinas e até com excedente para ser vendido ao país.

Esse é apenas um exemplo do quanto resistir ao reflorestamento é uma atitude de quem ignora fatos, realidades e potencial de negócios. Floresta dá dinheiro, muito. Talvez mais do que desmatar para criar gado. Você duvida? Ótimo, quem sabe assim você se toca e vai pesquisar. Pronto falei, porque eu falo mesmo! Quem discorda, só me responder com uma carta para o jornal.

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