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Edição 182 - Março/21

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FEMM completa 50 anos com estrutura nota 100

Para celebrar os 50 anos da Fundação Miguel Mofarrej, de Ourinhos, que compreende atualmente o Colégio Santo Antonio, de ensino fundamental e médio, e a UNIFIO, centro universitário que oferece 21 cursos superiores, além de pós gradução, estivemos conversando com exclusividade com um dos quatro cidadãos  que estiveram à frente da direção da entidade sem fins lucrativos. Há 30 anos na função, o empresário Roque Quagliato nos fala do desafio e da satisfação de trabalhar voluntariamente em benefício da Educação e não esconde a admiração e expectativa com os gestores e com a filha, Beatriz, que assumiu a vice-presidência.

360: Em 50 anos, a FEMM chegou aonde poderia ou foi além?

 Roque Quagliato:  A Fundação foi criada há 50 anos por empresários, políticos da época,  profissionais liberais, Lions, Rotary, toda classe viva de Ourinhos participou da criação desta instituição de ensino. Ela foi firmando, criando cursos, criou o ensino fundamental e médio, que era das irmãs, alugou o prédio, enfim, tinha uma estrutura pequena, mas funcionou. Teve grande valor o trabalho daqueles companheiros de 50 anos atrás. Isso foi até 1990, quando fomos convidados a assumir a direção, o Nildo Ferrari, da Caninha Oncinha, e eu da Usina São Luiz, duas das empresas que participaram da criação dessa fundação. Já são 30 anos que estamos na direção. O Nildo já faleceu, agora continuamos nós.  Não acho que chegamos onde pretendíamos. Nós pretendemos muito mais. Mas por falta de conhecimento, nós éramos alheios, nãos entendíamos e até agora continuamos aprendendo, podíamos ter feito muito mais. Mas conseguimos chegar num patamar muito respeitável. A Fundação hoje tem um patrimônio, que foi criado durante esses 30 anos. Na nossa gestão, adquirimos o Colégio Santo Antonio, construímos o campus lá no cruzamento da rodovia BR 153 com a Raposo Tavares, que é muito bem feito e muito bem estruturado, é um fazendinha onde funciona a Agronomia, a Veterinária e mais 19 cursos. São 21 cursos presenciais e mais outros tantos de ensino à distância que estamos iniciando, um pouco atrasado, talvez, mas estamos iniciando para dar mais oportunidade.

360:  Qual é o maior mérito da Fundação em seus 50 anos de história na sua opinião?

Roque Q.:  Eu penso que o grande mérito da Fundação nesses 50 anos é ter dado oportunidade para esses jovens fazerem cursos de graduação nos diversos campus, aqui em Ourinhos, porque, antes, os jovens tinham que sair daqui e das cidades daqui e do norte do Paraná e iam para Bauru, Londrina, Prudente. Hoje, eles param aqui. Nós temos um raio de 70 cidades que, todos os dias, vêm até o campus da UNIFIO estudar. Então ajudou muito. Deu oportunidade para todos estudarem, com bolsas de todas as formas, bolsas reembolsáveis, o FIES ajudou bastante, também. Então, nós ajudamos esse jovens para que eles tivessem mais oportunidade para estudar. Hoje, só não estuda quem não quer, porque nós damos oportunidade para que todos tenham acesso à Educação. Eu penso que é somente pela Educação que um país pode chegara  a primeiro  mundo. Se não houver, nunca chegará lá

360: A FEMM sempre contou com a dedicação de empresários de Ourinhos na sua direção, sendo o senhor o que, mais tempo se dedica a essa atividade. Como consegue conciliar essa tarefa com sua agenda à frente de uma grande empresa?

Roque Q.: A FEMM foi criada pela força de políticos, como falei. Os empresários que apoiaram sua criação, deram suporte para que fosse criada, principalmente, a parte financeira para ter um caixa para iniciar as atividades. Muitos deles se dedicaram. O próprio Miguel Mofarrej, que emprestou seu nome à Fundação, foi o que mais colaborou financeiramente e esteve sempre presente àquela época. Mario Sintra Leite, Alberto Moraes, a Usina Jacarezinho, a Usina São Luiz, Caninha Oncinha, Avoa Transportes, Ito do Móveis Bandeirantes, enfim, todas as empresas vivas participaram fazendo uma parte. De 30 anos para cá, ficamos à frente só o Nildo, que faleceu há 4 anos, da Caninha Oncinha, e eu, da Usina São Luiz. No começo, nós fomos convocados para ajudar. Eu mesmo achava que não ia ter tempo. O Nildo falou que seria de vice se eu fosse o presidente. Eu resisti, mas daí ele disse que seria presidente e me queria de vice. Olha, eu vou dizer que depois de uns anos nós criamos tanto amor por essa instituição, pela Educação…. Enxergamos o quanto é importante a Educação e, como falei, não pode chegar a primeiro mundo sem Educação. Nós deixamos, às vezes, nossos negócios particulares para atendermos a Fundação. Hoje, estou com 80 anos e posso te dizer que estou deixando algumas das minhas funções da empresa, já temos os sucessores, os filhos, os sobrinhos na cabeça da empresa, e estamos nos dedicando à Fundação. Então, como a gente sempre conciliou muito bem, agora está até mais fácil. Hoje, temos uma equipe bastante entrosada na Fundação. São 3 profissionais com seus colaboradores, que estão à frente da parte executiva da gestão da Fundação. Elas estruturaram uma equipe muito boa que eu tenho a impressão que vão chegar muito além de onde nós já chegamos. O sonho nosso é trazer a faculdade de medicina. Vamos ver se conseguimos nos próximos anos

 

360:  O que estar à frente da FEMM significa para você?

Roque Q.: Estar à frente da UNIFIO é uma honra muito grande. Eu me sinto realizado pelo trabalho que eu posso prestar para a sociedade. Eu acho muito importante essa Fundação educacional, que presta serviço desde o berçário até a graduação e pós graduação. Isso é muito importante para mim na formação dos jovens. Todo final de ano, por ocasião da colação de grau dos mais variados cursos, de ver a UNIFIO colocar à disposição do mercado de trabalho jovens preparados nas mais diferentes áreas,realmente é uma realização.

360:  Quais as conquistas mais significativas da Fundação?

Roque Q.: Eu acho que maior conquista da UNIFIO, da FEMM, foi ocupar seu espaço dentro da comunidade estudantil paulista, brasileira, do norte do Paraná, regional. brasileira. Somos bem avaliados pelo MEC e construímos um patrimônio, porque no início não tinha praticamente nada. Era um prédio alugado. Hoje temos um prédio próprio no centro da cidade, que é o antigo colégio das irmãs, muito bem conservado muito bem adaptado para o ensino desde o berçário até o cursinho. E construímos o campus lá na rodovia, feito com muita seriedade. Por um tempo nos perdemos um pouco o espaço porque ela estava inchada, com muita despesa, mas depois enxugamos e ficou bem melhor. Por ser uma entidade sem fins lucrativos, o que sobra  é investido em melhorias constantes, temos condições de oferecer um ensino muito bem avaliado por um preço mais barato. O que sobra não é um lucro a ser dividido, mas investido em modernização e qualidade do ensino.

360:  Qual a missão da FEMM?

Roque Q.:  A missão da é ofertar à nossa comunidade acadêmica, aos nossos jovens um ensino de alto nível, é formar jovens respeitadores ,prontos para enfrentar as dificuldades da vida e do mundo e preparados de caráter. Não simplesmente ensinar a matemática, mas criar jovens preparados para enfrentarem o mundo

 360: Quais foram os principais desafios desses 50 anos para chegar a esse patamar?

 Roque Q.: Desde o primeiro ano houve pessoas empenhadas em fazer o melhor. Foram quatro presidentes trabalhando com seriedade e isso que foi importante para que ela se firmasse Fundação educacional de bom nível.  Quero  conclamar a toda nossa comunidade, que se doe para essa Fundação,  nos ajudando e conclamar toda a sociedade regional, todos os municípios, porque a FEMM é propriedade de todos. Conclamamos a todos que venham prestigiar a nossa Fundação porque tudo o que faturamos é aplicado em benefício da instituição. A UNIFIO é hoje auto-sustentável e já não depende do aporte de empresários. É bem gerida, tem uma equipe de grande capacidade, um corpo docente de primeira linha, estrutura em constante modernização. É um centro universitário de alta qualidade acessível, à disposição da comunidade. Esperamos os jovens estudantes para aproveitar tudo isso que criamos para nossa região, nosso Estado, nosso país.