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Edição 181 - Fevereiro/21

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O desafio de proteger-se quando a maioria ignora

Onze meses depois de nos depararmos com uma epidemia e sermos obrigados a  conviver com uma doença tratada com remédios adaptados e sem vacina (ainda estamos aguardando essa solução e ela vai chegar aos poucos), o que vemos é mais e mais pessoas infectadas pelo coronavírus e enfrentando a Covid-19.

 

Alguns, maioria, por sorte, conseguem tratar-se em casa, sem a necessidade de internação hospitalar. Mas… isolados. Para não espalhar o vírus para seus familiares. Outros tantos tem a sorte de conseguir tratar a Covid em quartos de hospitais, devidamente supervisionados. Há muitos, nem sabemos quantos, que passaram pela doença sem nem saber, tal a ausência de sintomas. Há também muitos que são obrigados a passar por assustadores tratamentos, que incluem intubação e sedação profunda. É fato, ainda, que em muitos organismos, inclusive de pessoas fora da idade de risco e sem doenças pré existentes, que se deparam com situações críticas em vários órgãos, como pulmões, coração, sistema vascular e nos rins, por exemplo. E, para completar essa lista trágica, há os que não resistem. Sim, mais de um milhão de pessoas já morreram, sendo o Brasil um dos países a ostentar um dos mais altos índices de óbitos. A princípio, falava-se em 100 mil, o que já era bastante alarmante. Mas já são mais de 180 mil mortos em território nacional.

 

Diante de um cenário como esse, seria natural que todos estivessem tomando as medidas de prevenção anunciadas desde o início da pandemia: isolamento social, distanciamento físico, uso de máscaras, ambientes ventilados. Só que não.

 

De consultórios médicos a escritórios administrativos de empresas, passando por pet shops, clínicas estéticas e odontológicas, as portas se mantêm cerradas e o ar condicionado ligado. Chegar num desses lugares pedindo para que a ventilação se-ja feita e o ar desligado é se deparar com olhares reprovadores e a garantia de que está tudo sob controle. “Nós tomamos todas as providências e não nos expomos ao risco, pode ficar tranquila”, dizem os profissionais que insistem em manter o conforto do ar condicionado.

 

O mesmo acontece com o uso de máscaras. É notório, onde quer que se vá, que  a maioria das pessoas não usa ou usa errado. Máscaras no queixo ou abaixo do nariz são constantes. E ameaçam quem está seguindo à risca os procedimentos de combate à doença. A mesma reprovação ocorre a quem pede que comerciantes e atendentes, além de entregadores e balconistas, usem a máscara enquanto são atendidos. O mau humor e as reclamações dos que se negam a usar algo tão simples e eficaz é corriqueiro.

 

Em relação ao distanciamento social e ao isolamento, é a mesma coisa. Mesmo diante de ameaças de multas as pessoas seguem reunindo-se. Nem que tenham que limitar a quantidade de convidados para 10 ou 12 pessoas, número suficiente para disseminar a doença.

 

Aniversários, festas da firma, reunião de amigos, bebedeiras, noivados, batizados…, tudo que poderia ser feito à distância ou em poucas pessoas continua acontecendo. Bares cheios, mesas lota-das. Gente comendo e bebendo, num negacionismo sem precedentes.

 

O resultado é o constrangimento para quem segue disposto a se prevenir. E a ocorrência da doença cada vez mais se aproximando dessas pessoas através de parentes e amigos.

 

 

Onde, está, então a boa notícia de tudo isso? Não há. O único alento para quem efetivamente quer se prevenir é a certeza de estar agindo da melhor maneira para si e para os outros. E entender que é preciso enfrentar os negligentes seguindo firme nas medidas de prevenção. Ou seja, pedindo para abrirem portas e janelas, desligando o ar condicionado, evitando contato físico com todos, inclusive familiares, manter a devida distância com quem for obrigado a conviver e usar máscara. Quem não entender, paciência!