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Edição 181 - Fevereiro/21

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Existir

Do latim existere, ou exsistere, vem da junção de “ex” (preposição que significa “a partir de”, ou trazer algo para fora) e do verbo “sistere”, que significa colocar de pé ou firmar alguma coisa; conter ou resistir a algo; algo que se mantém firme, no seu lugar sem se mexer ou abalar.

O jornal existe, o rio existe, a cidade existe. Existimos. E queremos, todos, sem exceção, nos perpetuarmos, prolongarmos ao máximo essa misteriosa essência chamada vida.

No mês em que completamos 15 anos de existência, sem perder a orientação editorial original, sem nos corrompermos e nos mantendo fieis à missão de informar com ética e profissionalismo, estamos também concluindo um período que pôs à prova a nossa existência. É triste noticiar que nossa mais trágica previsão alardeada em abril deste 2020, que colocava o Brasil entre os campeões de mortes por Co-vid-19, algo estimado em 100 mil pessoas, estamos encerrando o ano prestes a completar o dobro desse número. A considerar os resultados diários, em janeiro serão pelo menos 200 mil pessoas residentes deste país que não resistiram à avassaladora onda de individualismo e, melhor dizendo, egoísmo que tomou conta desse país tropical bonito por natureza.

Em lugar da gente gentil, amigável, hospitaleira, que recebe estrangeiros com pompa e subserviência, estamos convivendo, há 10 meses, com o negacionismo, a teimosia e a irresponsabilidade de milhões de pessoas deste imenso Brasil. Elas estão por toda parte. Reunindo-se em festinhas privadas. Em jan-tares e mesas de bar, amontoando-se em compras, viajando para excursões às ruas do Brás, na capital de São Paulo. Estão nas ruas, tomando sorvete e caminhando sem máscara. Estão nas filas de bancos e lotéricas procurando ficar mais próximas, como se infringir as regras exaustivamente explicadas e divulgadas fosse alguma vantagem.

Essas pessoas estão também cuidando da própria beleza, da própria estética, frequentando academias, clínicas e salões de beleza, como se isso não pudesse representar a trágica notícia da morte de um pai, um tio, uma prima, uma irmã, um filho. Com esses, parecem não se importar, mesmo sabendo que são as maiores vítimas da epidemia, que maculou a qualidade do ensino e o ritmo da formação escolar em todas as esferas.

Quando poderia eu imaginar que seria tão repleto de uma dura e obscura realidade que escreveria o editorial deste jornal dedicado às boas notícias. O contraponto, que trago ao leitor é que em meio a toda essa gente que insiste em tapar o sol com a peneira e não enxerga um palmo diante do nariz. Em meio a tantos letrados que, expondo seu racismo e o fascismo que lhes corre nas veias, insistem em defender um governo indefensável e criminoso, nós existimos. E essa nossa existência, com a força de quem tem a luz e a clareza da solidariedade, da consciência coletiva e do caráter humanitário que deve conduzir um povo, não se extingue. Ela permanece, vívida, forte e determinada a contribuir para que o mundo seja efetivamente melhor. O que só é possível quando amamos o outro, seja ele quem for, como amamos a nós mesmos.

O grato encontro com Paula Costa e Valter Ziantoni, da Pretaterra, durante o Fruto 2020, em São Paulo

A edição deste dezembro de 2020 traz a determinação do existir. A começar por nosso encarte  comemorativo, que narra como chegamos até aqui, nas nossas páginas centrais. A existência também se manifesta na comemoração dos 50 anos da Fundação Educacional Miguel Mofarrej, comemorada este ano, como vemos em cidadania-acontece. E na genuína, potente e milenar forma de produção de alimentos que prova que, mesmo que por séculos se tente destruir o que é bom para a maioria e para a permanência, o existir prevalece, como vemos na reportagem de agronegóciomeio ambiente, sobre a agrofloresta e seus mais ilustres representantes mundiais, sediados em Timburi.

A edição também traz a visão de mundo de nossos colunistas José Mario Rocha de Andrade e Fernanda Lira, em ponto de vista, a arte de nosso ilustrador Sabato Visconti, em meninada, e a consistência de nossos patrocinadores, que se mantêm firmes na divulgação de suas marcas de modos a garantir nossa existência editorial como ela deve ser: 100% livre e independente.

Para completar, gastronomia traz receitas feitas a partir daquilo que é o início da existência: ovo. Esse alimento puro, completo e que vem com a embalagem mais perfeita do universo.

Com o desejo que mais e mais pessoas ajam com cristandade cada vez que escrevem ou dizem “Feliz Natal”, desejo a você e todos os seus muita saúde num Feliz Ano Novo.

Boa leitura!

Flávia Rocha Manfrin

editora

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360@jornal360.com

Ora
ação!

“Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, também vos dê pão para comer, e multiplique a vossa sementeira, e aumente os frutos da vossa justiça.”
2 Coríntios 9 Vs10

Código
de ética

Artigo 16º
O exercício da profissão de jornalista é uma atividade de natureza social e de finalidade pública, subordinado ao Código de Ética do Jornalismo.

Cartas

Sou José Aparecido, de Ourinhos, leitor assíduo do jornal 360. Como é bom ver você falar da natureza, das caminhadas pelos sítios e fazendas, do respeito e reverência por ela. Também sou um praticante de caminhadas pelos sítios, especialmente no Bairro das Três Barras onde nasci e jamais deixei de retornar sempre que posso pra recarregar as baterias para o embate do dia a dia. Parabéns Flávia, continue divulgando isto no seu jornal, conte suas experiências de caminhadas pela zona rural, que isto sirva pra estimular o pessoal a praticar este hábito hiper saudável.