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Edição 182 - Março/21

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A resposta para todos os males está no respeito à natureza

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Não é difícil encontrar um animal silvestre, como o macaquinho da foto, em matas ciliares que beiram as margens de rios. Esse ambiente original jamais será reposto. Essa é só uma das razões para que o homem não permite que se invada ou destrua o pouco de mata nativa que ainda temos. Nenhum projeto que invada esse habitat merece apoio*

Não se trata de ideologia, nem de visão de mundo. Muito menos de política ou ativismo ambiental. É uma questão de simples entendimento. Ou resumindo, de inteligência. É na natureza, e somente nela, que o homem, com toda disposição para viver plenamente a sua vida e projetar a de seus descendentes, tem a garantia não apenas da sobrevivência, mas da qualidade de vida.

Nenhum dinheiro, nenhum poder, nenhuma invenção é capaz de proteger as pessoas, todas as pessoas, com a mesma competência que a natureza. Florestas nos livraram de muitos males no passado. E nos livrariam hoje e no futuro, se fossem preservadas como sabemos que devem ser.

Todos sabemos que o planeta (que é uma esfera, vale frisar em dias de alto índice de insanidade) tem espaço para abrigar as florestas e ainda tudo o mais que queremos ter à nossa disposição. Manter as florestas não impede a humanidade de prosperar e produzir tudo que se almeja. Não há a menor necessidade de aviltar a natureza e comprometer o que ainda existe dela.

Um agroempresário que ainda não entende o quanto sua reserva florestal, sua APP (Área de Proteção Permanente – ou seja, aquela que não pode ser tocada, que deve existir por conta própria), é importante para si próprio, inclusive para valorizar a terra que possui, é uma pessoa 100% desatualizada.

Assim também o agroempresário que ainda não se deu conta da vantagem da produção agroecológica também precisa rever urgentemente sua base de conhecimento. Porque ela está completamente atrasada e ineficiente.

Viver bem exige comer bem. Comer bem envolve sabor, para que possamos extrair disso o máximo prazer. Envolve também qualidade. Ou alguém em sã consciência vê algum sentido em comprar ou produzir um alimento cheio de veneno para seu próprio consumo?

Só quem se nega a ser uma pessoa esclarecida ainda teima em questionar o quanto o alimento pode e deve ser puro. Porque isso faz dele a verdadeira fonte de satisfação, em todos os sentidos. E de preservação. Não apenas da vida, mas da qualidade de vida, que pressupõe ter saúde.

Já ficou notório que é a invasão à natureza selvagem – aquela que precisa e deve ser preservada intocada, inclusive para que o ser humano não se extinga –, que nos traz os piores problemas.

Enchentes, desmoronamentos, soterramentos, avalanches. Quantas tragédias de grandes proporções tornaram-se corriqueiras? Quantas doenças surgiram quando mais e mais avançou-se sobre o meio onde fauna e flora viviam preservadas e intactas? Bastou uma delas para que toda a humanidade fosse obrigada a parar e se re-organizarem para sobreviver.

Que sentido faz evoluir para se destruir? Para destruir aquilo que os que têm clareza e conhecimento já sabem que é essencial e, portanto, a maior riqueza da existência humana?

Não há champagne se não houver um rio. Não há caviar, se não houver plantas. Não há nada de que tudo o que sonhamos ter e desfrutar se rios, mares e florestas não forem preservados. E ainda mais: revitalizados, pois o que ainda resta não é suficiente.

É preciso acordar para a realidade que insiste em nos afrontar com atitudes insanas, onde uma cidade, movida pelo delírio de um funcionário público, destrói um rio para garantir abastecimento de água, enquanto toda a comunidade científica já provou que é fazendo exatamente o contrário, ou seja, revitalizando a área florestal, o entorno de rios e nascentes, que se garante o abastecimento de água, não para apenas uma cidade, mas para dezenas, centenas, milhares delas.

Esse poder dado ao Estado, de decidir sobre a natureza coletiva, precisa ser revisto. Fernando Henrique Cardoso, Luiz Ignácio Lula da Silva e Dilma Roussef, para citar os presidentes mais recentes da história do Brasil (o atual mandatário do cargo consegue extrapolar, em todos os campos, os malefícios já feitos ao país e nem merece ser citado) foram incompetentes em governar a nossa natureza, sem exceção.

Governadores, prefeitos, legisladores, judiciário, todos seguem a mesma linha. Ou não teríamos tanta devastação, tanto prejuízo. Também os profissionais de órgãos públicos encarregados de fiscalizar, analisar e zelar pela preservação e revitalização do que ainda temos de riquezas ambientais deveriam ser todos destituídos de seus cargos. Porque o estrago, persistente, recorrente, em todas as proporções, está aí. E a conta é nossa. De toda a gente brasileira.

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Enquanto leis e tratados determinam que toda riqueza natural deva ser preservada, este rio que você vê nas fotos, de 264km de extensão, um dos menos poluídos de todo o país, está recebendo uma grande interfência em sua vazão natural bem próximo à sua nascente, o que é muito grave. O autor do projeto é um antigo funcionário de uma estatal, a Sabesp, que conseguiu eleger-se prefeito da cidade e, sabem-se lá como, obteve aprovação em todas as instâncias políticas e técnicas para fazer uma obra desnecessária. Provisão de água se faz com floresta. Não com reservatório. Quem não sabe disso, não deve ocupar um cargo público, pago com dinheiro do povo.

Diante desse cenário que nenhum governo competente se orgulharia de desenhar, como é histórico no Brasil, com raros momentos de levante, estamos assistindo a tudo impasses.

Grandes empresários. Nomes de notoriedade, respeito e admiração do cenários nacional (e internacional também, porque conseguiram crescer incrivelmente) estão se fazendo de desentendidos. Estão provando que tudo que pregam e ostentam fazer é balela. Ou estariam fazendo uso daquilo que mais força tem na história da civilização, o dinheiro que possuem, pra evitar o avanço da destruição do que pode nos salvar. 

A natureza é riqueza. A natureza é proteção. A natureza é abrigo. É a nossa única garantia de continuarmos existindo.

O que é raro, é caro. Um rio despoluído, infelizmente, é uma raridade. Qualquer projeto que o coloque em risco, seja para qual finalidade for, é desprezível. Porque, sabemos, os fins não justificam os meios.

Quando o Estado, em todas as suas instâncias não se mostra capaz de conter a destruição, a sociedade civil precisa dar um basta. Ou essas pessoas, que elegemos ou que conquistaram seus postos por meio de concursos  tratam de cumprir a sua responsabilidade e evitar qualquer novo dano ambiental ou teremos que destituir todos eles do poder. Afinal, o Brasil é nosso.