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Edição 182 - Março/21

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Bem Viver

A liberdade de ser você

Ser é uma questão. Muitas vezes, é uma questão de honra; outras, uma questão de natureza. Quando algo na nossa natureza, que aflora conforme a gente cresce e amadurece, não é bom – e isso pode acontecer com qualquer um, em qualquer família, independente da edu-cação recebida em casa ou na escolar, das oportunidades –, não é bom para uma vida em sociedade, a gente procura ajuda para reorientar, acalmar isso em nós. Dependendo da intensidade, do quanto se consegue controlar, você vai precisar de ajuda psicológica. Primeiro porque se você for direto para a ajuda psiquiátrica, sairá com tubos de remédios que lhe custarão a vida. Não a vida do ser vivo, mas a vida do estar vivo, do estar conectado com a vida.

A química é sim útil, mas anda sendo prescrita sem muito critério, deixando milhões de pessoas apáticas, principalmente no Brasil, onde o índice de consumo de medicamentos anti-depressivos é bem elevado, sendo o maior em toda a América Latina. Segundo matéria disponível no Portal do ICTQ – Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico, “a depressão é a principal doença que mais causa incapacitação no mundo, limitando o indivíduo até mesmo nas atividades básicas, como lazer e trabalho. Entretanto, apenas uma pequena parte desses pacientes é diagnosticada de forma correta e recebe o tratamento adequado”.

Toda substância química utilizada para lazer ou necessidade, sejam drogas ilícitas ou remédios controlados, causa dependência. Torna-se o fio condutor da nossa vida. A gente acaba por viver em função dela e, por isso, deve ser evitada ao máximo. Por isso, muito cuidado na hora de entregar seu destino a uma receita médica. Sempre podemos, aliás, perguntar a qualquer médico: há um tratamento natural para isso? Há uma forma de resolver sem medicamentos? Afinal, atividade física, um hobby e até mesmo uma mudança radical na vida podem ser a chave para a paz interior.

Infelizmente, muitos de nós somos ensinados a nos acabrunhar diante da autoridade médica. Como se devessemos obedecer a tudo que um médico diz sem qualquer questionamento. Não é por aí. Um bom médico, aquele que realmente está interessado na sua saúde e na sua qualidade de vida, vai receber bem e responder todas as suas dúvidas. Vai também respeitar suas escolhas. E falo por experiência própria. Não foram nem um, nem dois, nem mais de três médicos com os quais me consultei que me prescreveram medicamentos mais naturais, com efeitos colaterais mínimos ou inexistentes. E sem nenhuma zanga, pois o tratamento do paciente deve considerá-lo como um todo: suas crenças, seus recursos e seus hábitos.

Prescrever remédios que potencializam o efeito do álcool, por exemplo, tende a torna-se uma perigosa droga e piorar ainda mais o efeito da bebida sobre ele e sobre os que com ele convivem.

Outro ponto a analisar é quanto o temperamento de cada um deve ser aceito. Uma coisa é agir de maneira a comprometer a saúde e a integridade de si e dos outros. Aí, sim, é o caso de uma prescri-ção médica. Outra é querer padronizar por completo o comportamento social das pessoas. Isso é um perigo.

Não somos bois, para agirmos todos igualmente, no modo automático. So-mos pessoas, com diferentes modos de sentir e reagir. Costumo observar muito o conteúdo do que me dizem e fazem do que o modo. Porque já tive, por exemplo, chefes temperamentais, que muito me ensinaram e tinha conduta exemplar na condução do trabalho, e outros de um delicadeza e safadeza sem fim.

É preciso deixar as pessoas serem o que são. Enfim, deixa fluir o que é bom por-que a gente também não está aqui para ser castigado, para ser um robô.