Um jornal de boas notícias.

Resolvemos subverter a essência do jornalismo tradicional que aponta os erros da nossa sociedade, criando um periódico que trouxesse sempre boas notícias sem perder o senso crítico, essencial a qualquer veículo que se preze.

Clique aqui e conheça-nos

Edição 176 - Setembro/20

AQUI e
tudo sobre nossos patrocinadores:
Share

Personalidades históricas são homenageadas na região

Duas emocionantes despedidas do plano físico marcaram Santa Cruz e Ourinhos neste mês de setembro. Em Ourinhos, o artista plástico, professor e produtor cultural Francisco Claudio Granja, deixou alunos e uma cidade inteira habituada a conviver com as artes plásticas graças à sua tenacidade em criar e implantar projetos que o eternizam pela cidade.

São várias obras distribuídas em praças e avenidas de Ourinhos, além de dois museus de pinturas e esculturas que ele criou na cidade. Um deles, instalado na FATEC, de pinturas e esculturas de artistas da cidade. O segundo, inaugurado em 2018, onde era diretor e curador, leva seu nome e funciona com acervo multinacional no campus da UNIFIO.

Granja se eternizou através da arte

O artista, professor e produtor cultural Francisco Claudio Granja em obra de glitch art criada pelo artista plástico Sabato Visconti, brasileiro radicado nos Estados Unidos que esteve duas vezes na Unifio apresentando seu trabalho a convite do curador e diretor Claudio Granja. Abaixo, sala do museu que leva o nome do artista, criado sob sua direção e com acervo que recebeu também sua curadoria

“Arte na Rua”, projeto implatado por Granja quando chefiou o departamento de Cultura de Ourinhos, em  1992, traz esculturas de vários artistas em áreas públicas da cidade. Acima, “Voo Ecológico, de Lúcio Bitencourt, doada pelo Lions Clube, instalada na avenida Luiz Saldanha

Rodrigues, próximo ao Pão de Açúcar. Abaixo,  “Ternura”, de Pablo Miguel Lakatos, na avenida Rodrigues Alves 

Esculturas do Museu da Fatec, criado por Granja em dois momentos: 2006 e 2018.É dele a obra “UAU”, acima. Abaixo, a partir da esquerda: “Quem somos nós”, de Tânia Piolo Freitas, “Um olhar para o futuro”, de Márcio Nacif, e “Formigão do agrotóxico”, de  Doraci Montovani, do Museu da FATEC.

 

Baiano personificou a simpatia e a amizade

“Flavinha, você tem enviado o 360 para o Mario Sergio Cortella?”. Esta foi a última vez que Baiano me ligou, preocupado se o jornal estava sendo distribuído para pessoas  notáveis ligadas à Santa Cruz. Não faz nem um mês.

Sem que nos cobrasse qualquer coisa, todos os meses ele fazia questão de enviar por conta própria dezenas de exemplares do jornal para personalidades que ele julgava ser importante tomarem ciência de nossas notícias. A prática durou 15 anos, desde que aqui lançamos o primeiro jornal pautado exclusivamente em boas notícias do país.

Nascido em Santa Cruz, apesar do apelido, Baiano tinha o dom da comunicação e transformou-se numa das pessoas mais conhecidas da cidade. Seja como empresário, empreendedor ou comerciante da sorte, ele sempre esteve em evidência. No dia de sua partida, a floricultura não estava dando conta dos pedidos, tantas as homenagens que estava recebendo dos amigos que ele gostava de prestigiar.

Foi um amigo da família Rocha desde a mocidade. E fazia  questão de nos lembrar da leal amizade. Sempre querendo saber se estavam todos bem. Era assim com muita gente. Passou a vida disposto a fazer e preservar suas amizades. Não tinha pressa para dar um alô, bater um papo, deixar um sorriso. E assim vivia assim a circular pela cidade.

Share
Share