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Edição 176 - Setembro/20

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BEM VIVER

Por que a natureza faz bem para a saúde

Quem me conhece sabe o quanto gosto da natureza. E acho que posso resumir com uma frase: ela me basta.

É pra ela que eu corro quando o meu mundo parece estar desabando. Quando me perco de meus planos ou me deixo levar pelo medo. Ela me cura. Profunda e imediatamente.

Ela também me abriga quando me sinto incompreendida, sozinha, esquecida. Bastar estar em meio a ela para me sentir parte de um universo repleto de seres vivos. E isso me faz sentir parte desse todo especial.

Ela também me inspira. E como. Já criei projetos, tive ideias, solucionei questões e fiz várias reuniões remotas enquanto percorria tranquilas estradas de terra, a pé ou no fusca, esse veículo que parece fazer mesmo parte dela por sua capacidade de superar qualquer terreno e proporcionar a melhor vista em todos os ângulos. Já fiz as melhores introspecções e orações no chão vermelho das estradinhas de terra da minha cidade, Santa Cruz do Rio Pardo, onde o céu é de um azul que não tem explicação. É intenso, é anil, é “azul lápis de cor”, como gosto de chamar essa imensidão divina, que é translúcida de dia e de noite. Inclusive quando há chuva e nuvens e lhe tomar em sua vasta totalidade.

É da natureza, também, que tiro a melhor convivência que jamais poderia ter sonhado encontrar na vida: os animais. Meus filhos têm quatro patas e são, como eu, apaixonados pela terra, pelo mato, pelas águas. Como eu, eles se deixam levar pelo voo de um pássaro, de de muitos deles, se encantam com a correria de seriemas e com os saltos libres e leves de coelhos que fogem pela paisagem em busca de aconchego, alimento e diversão.

Nesta época de epidemia, quando a sensatez nos lembra todos os dias que devemos fazer isolamento social, a natureza caiu como uma luva me salvar do stress da reclusão. Pelo menos duas ou três vezes por semana, me aventuro a percorrer novos e velhos trechos dos bairros rurais da cidade. Levo os cães e também a profissional que cuida da nossa casa. E saibam, ela não gosta de perder nenhum passeio. Criamos um hábito e sempre, no final de cada jornada diária, dedicamos nosso tempo livre para um passeio em meio às plantações e matas ao redor da cidade.

Você pode pensar que isso tudo é apenas o gosto pessoal de uma pessoa que mesmo já tendo vivido nos mais sofisticados ambientes e ter conhecido pontos turísticos paradisíacos, onde a natureza é, além de tudo, de supre-ma beleza exuberância, gosta do que é simples, muito muito simples e natural. Só que não.

Essa minha visão também encontra fundamentos na ciência, que vem cada vez mais reafirmando a importância de se estar em meio à natureza. Não se trata apenas de procurar alimentos orgânicos, livres de agrotóxicos, não se trata apenas de distrair-se com animais de estimação. Nem de renovar as energias com o pôr do sol. Trata-se de  curar mesmo. E também de se nutrir física, mental e emocionalmente.

Muitos estudos, todos disponíveis na internet, atestam a capacidade da natureza curar males do corpo e da mente. Também ela é capaz de contribuir para o desenvolvimento intelectual de crianças.
Para ilustrar esse conceito, em vez de citar estudos, colhi o depoimento de uma amiga que não se deixa levar por tendências ou modismos. E não é devota da natureza. Daniela Dalmatti Alves Lima sempre andou de bicicleta. Há cerca de cinco anos, começou a fazer isso como tantas pessoas adultas hoje fazem: pedalando longas distâncias, devidamente equipada de acessórios de segurança. Isso a levou às estradas rurais ao redor de Tatuí, onde mora, e também pra onde viaja, como Santa Cruz do Rio Pardo.

Perguntamos a ela se o convívio com a natureza lhe trouxe benefícios e ela deu o seu recado: “Me sinto evoluindo em relação a isso. Antes tinha medo e um certo nojo, hoje sou mais curiosa. Não gostava de nadar em rio porque achava extremamente perigoso e tinha nojo de encostar meus pés no fundo, sentir a lama. No mar ficava super incomodada com areia e água salgada no corpo…morria de medo dos bichos em geral. Hoje fico de boa em lagos, represas e mar. Vejo cobras, aranhas, vaquinhas, cachorros, coelhos fofos, entre outros animais. Nem sempre é contemplativo mesmo quando fico encantada. Em janeiro, fiz meus primeiros pedais em Santa Cruz  e fiquei ainda mais apaixonada pela cidade e região. Um dos pedais terminou em uma cachoeira no Paraná. Perfeito! Fluindo e fluídos. Sinto vários benefícios quando estou em contato com a natureza. Diminui dores nas costas, pernas, cólicas, dores no estômago e dores de cabeça. Parei com acompanhamento médico, com remédios psiquiátricos. Durmo muito bem e notei que a sensação de angústia é completamente diluída. O contato com a natureza contribui para um equilíbrio mais saudável, físico e metal”, relata Daniela.

Esse é apenas um dos milhares de testemunhos sobre o efeito positivo da natureza na nossa vida. Então, plante sua árvore, regue seu jardim, olhe para o céu, acompanhe o voo de um pássaro. Seu corpo, sua mente e sua alma sentirão os efeitos positivos, pode aguardar!

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