Um jornal de boas notícias.

Resolvemos subverter a essência do jornalismo tradicional que aponta os erros da nossa sociedade, criando um periódico que trouxesse sempre boas notícias sem perder o senso crítico, essencial a qualquer veículo que se preze.

Clique aqui e conheça-nos

Edição 176 - Setembro/20

AQUI e
tudo sobre nossos patrocinadores:
Share

Generosidade

*José Mário Rocha de Andrade [médico santa-cruzense radicado em Campinas]
Ouça esta matéria

Meu pai, o “Paradinha” do Banco Do Brasil, gostava muito de contar histórias da Bíblia,  principalmente as mais picantes do Velho Testamento.

A história  preferida de papai era a do “Filho Pródigo”, da qual falaremos em outra ocasião, mas a minha preferida é essa, a que fala sobre a generosidade.

“O reino dos céus é semelhante a um pai de família que saiu de madrugada para contratar trabalhadores para a sua vinha. Não explorarás o assalariado pobre e necessitado, seja ele teu irmão, seja ele estrangeiro que mora na tua terra e nas tuas cidades. No mesmo dia lhe pagarás o seu salário, para que o sol não se ponha sobre a dívida, pois ele é pobre, e disso depende a sua vida; para que não clame contra ti ao Senhor, e haja em ti pecado. E, tendo ajustado com os trabalhadores a um denário por dia, mandou-os para a sua vinha. Perto da hora terceira ele saiu e viu, na praça, outros que estavam desocupados. Disse-lhes: “Ide vós também para a vinha, e dar-vos-ei o que for justo.”

E eles foram.Saindo outra vez, perto da hora sexta e nona, fez o mesmo. Perto da hora undécima ele saiu e encontrou outros que estavam desocupados, e perguntou-lhes: “Por que estivestes aqui desocupados o dia todo?” Responderam-lhes: “Porque ninguém nos contratou.” Disse-lhes: “Ide vós também para a vinha, e recebereis o que for justo.” Chegada a tarde, disse o dono da vinha ao seu administrador: “Chama os trabalhadores e paga-lhes o salário, começando pelos últimos, indo até os primeiros.” Vindo os da hora undécima, receberam um denário cada um. Vindo, porém, os primeiros, pensaram que receberiam mais. Porém, também eles receberam um denário cada um.

Tendo-o recebido, murmuravam contra o pai de família. “Disseram: estes últimos trabalharam só uma hora e tu os igualaste conosco, que suportamos a fadiga e o calor do dia. Mas ele disse a um deles: “Amigo, não te faço injustiça. Não combinaste comigo um denário?Receba o que é seu e vá. Eu quero dar ao que foi contratado por último o mesmo que lhe dei. Não tenho o direito de fazer o que quero com o meu dinheiro? Ou você está com inveja porque sou generoso?”

A fala do fazendeiro generoso remete às expressões hebraicas “olho mau” e “olho bom”, as quais sugerem um contraste acentuado entre uma pessoa generosa cheia de bondade e alguém sovina e egoísta. O generoso é o “olho bom”, motivado pelo interesse abnegado em ajudar os outros e ver que as necessidades dessas pessoas são atendidas.

A pessoa egoísta é consumida por um interesse: aquilo que lhe pertence. Assim como ninguém deveria pensar mal de um bom homem que vai além da justiça e dá aos pobres, ninguém deve questionar a bondade e misericórdia de Deus, pois Suas recompensas não estão limitadas a cálculos rígidos.

Em minha época de estudante, quando morei em uma “república” que batizamos de “Dolce Vitta”, morávamos em 8, chegamos a morar em 12 estudantes. Uma escola de vida e uma das lições aprendidas é que podemos conviver diariamente com uma pessoa, às vezes anos, mas é em um momento, uma situação que verdadeiramente essa pessoa se mostra o que é, expõe seu coração, generoso ou egoísta. Essa crônica surgiu inspirada na generosidade de um primo.

Generosidade é sempre uma benção, uma dádiva. Crianças nunca a aceitam se é para um irmão e vem a clássica revolta: E eu? Muitos adultos, como os da Parábola de Cristo, também não aceitam e “fazem bico”. Um coração generoso causa sim, indignação. Generosidade causa espanto. Ser generoso é enfrentar desafios. Jesus nos leva, como sempre, a pensar!

Negacionismo = egoísmo sem vergonha

*Fernanda Lira [jornalista paulistana que adora o interior]
Ouça esta matéria

O que é o negacionismo senão uma viagem insana em torno de si próprio? Talvez seja essa a melhor explicação para que as pessoas entendam a atitude de quem insiste em negar o que já foi comprovado cientificamente. Seja movidos por teimosia, ideologia ou até mesmo religiosidade, em pleno século 21, mi-lhões de pessoas se portam como tolos senis insistindo em contrariar o que já é sabidamente verdadeiro e, em muitos casos, indubitavelmente melhor para a saúde. Vamos a algumas questões que, inacreditavelmente, entraram na pauta dos anos 20, lembrando que há aqueles que são apenas ridículos, mas não afetam a vida de ninguém.

Um exemplo: o formato da Terra! É no mínimo risível e me parece desperdício de tempo falar disso, mas sim, a terra é redonda. Uma grande esfera que se mantém em órbita, assim como outros planetas. Ela gira em torno do sol. E a lua também é redonda. E gira em torno da terra. Tudo que você aprendeu na escola a esse respeito, é verdade. Não vou aqui ficar falando do tema, porque dar corda para assuntos negacionistas é querer misturar água com óleo. Vamos tratar de um outro tipo de negacionismo. Aquele que afeta a vida das pessoas. E, muitas vezes, de maneira irreversível e, até mesmo, fatal.

Sim, estou falando das vacinas.

Nada no mundo científico é capaz de comprovar que as vacinas são prejudiciais ante as incríveis vantagens que elas representam. Em linhas bem gerais, é importante lembrar que sejam quais forem seus possíveis efeitos colaterais, eles sempre estão em desvantagem em relação aos benefícios que elas garantem Vacinas salvam vidas. Vacinas previnem doenças que podem matar e podem deixar sequelas que ninguém deseja. Um exemplo? A poliomielite. Somente a vacina pode evitar a doença e garantir a capacidade de locomoção  do indivíduo. Expor uma nova vida a esse risco é de uma crueldade sem tamanho. Aliás, no caso das vacinas prescritas para criança, quando adultos insanos que só acham mais importante insistir em suas crenças do que proteger seus filhos se negam a vaciná-los estão infringindo lei. Sim, ela são obrigatórias segundo a Lei 8.069 (Estatuto da Criança e do Adolescente).

Vacina contra o Coronavírus Na primeira semana de setembro deste 2020, é bom registrar porque nos alerta para o absurdo dos tempos atuais, manifestantes movidos a sabe-se-lá-o-quê saíram às ruas numa das cidades mais desenvolvidas do país, Curitiba, para bradar contra a adoção de vacinas para erradicar a pandemia causada pelo coronavírus. Os alienados da vez usavam as cores do país, aumentando ainda mais a vergonha alheia, neste caso da esquerda e da direita.

Share
Share